Grandes Esquadrões: Atlético Nacional


É fato que o futebol colombiano não é tão glorioso quanto países como Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Mas no final dos anos 80 e boa parte dos 90, o país teve uma seleção extremamente competitiva. Jogadores como Higuita, Valderrama, Asprilla, Valderrama, Freddy Rincón, Víctor Aristizábal, com esses jogadores a seleção da Colômbia era tida como uma das favoritas por Pelé na Copa do Mundo de 1994. Bem, como sabemos a zebra não aconteceu, a seleção ficou em último lugar no grupo A, mas aquela época foi de ouro para o futebol colombiano. O responsável? Bem, podemos apontar o Atlético Nacional. O clube foi base da seleção nestes anos – Valderrama e Rincón não jogaram pelo time – e o primeiro time do país, a ganhar o caneco da Libertadores.


O clube de Medellin, recomeçou no final dos anos 80 a brigar por títulos na Colômbia, conseguiu uma classificação para a Libertadores de 89 e aproveitou. Ficando em segundo lugar no grupo 3 do Campeonato, e ficando atrás do rival Millonarios, o clube fez uma bela campanha na reta final. Eliminou o Racing da Argentina, os conterrâneos do Millonarios nas Quartas. Nas semi finais fez 6-0 no segundo jogo contra os uruguaios do Danubio que era tida como a sensação uruguaia do momento. E na final, bateu o Olimpia do Paraguai assim levando a Copa Libertadores de 89. No mundial, o Nacional enfrentou o Milan de Rijkaard, Van Basten, Costacurta, Baresi e Ancelotti. Resultado: 1-0 para os italianos na final em Tóquio. Um ano depois o time levaria a Copa Interamericana, espécie de campeonato que reunia o Campeão da América e o Campeão da CONCACAF.

Higuita é um grande ídolo do Atlético Nacional. A foto é de 1995, em um jogo contra o River Plate. Naquele ano o time de Medellín perdeu a final da Libertadores para o Grêmio.


O time base do Nacional na época era o seguinte: René Higuita; Luis Fernando Herrera (John Carmona), Luis Carlos Perea, Andrés Escobar, Gildardo Gómez; Alexis García, Leonel Álvarez, Luis Fajardo; Jaime Arango (Niver Arboleda), Albeiro Usuriaga e John Jairo Tréllez.

Atlético Nacional e o futebol colombiano reinavam em uma época que havia outro “reino” na Colômbia. Mas nesse trono, estava um personagem não tão agradável como os astros do futebol, o nome dele era Pablo Escobar e seu reino, era o da cocaína. Ele enriqueceu por isso e morreu por isso. O Atlético Nacional era seu time, e no jogo contra o Danubio em que o time colombiano goleou, o juiz daquela partida Juan Bava revelou que quando chegou no estádio foi coagido por homens fortemente armados, e eles vinham segundo ele, à mando de Escobar. Mas, Juan não aceitou nenhum suborno, e o jogo não teve erros ou lances duvidosos, ou seja, certamente o Nacional foi o único que teve crédito no jogo. O time apesar de tudo, tinha relações estreitas com o cartel de Escobar.

O Atlético Nacional de 1989 foi um grande esquadrão, e hoje foi um pouquinho lembrado aqui no “No Meio da Área”. Para quem quiser saber mais sobre a conquista do time de Medellín em 1989, veja este artigo no blog Total Football.

Professor Pardal

Dorival não conseguir criar uma dinâmica de jogo no Internacional. Acabou sendo demitido. Ele que muitas vezes foi citado como um técnico com muito potencial começa a ter fracassos em demasia durante sua carreira. A perda da queda de braço com Neymar no Santos e a saída do Inter são os mais novos fracassos. Dorival hoje está no Flamengo, um clube desorganizado e que provavelmente irá lutar contra o rebaixamento. Ele não contará com os selecionáveis D’alessandro, Oscar ou Damião. A realidade é braba e assusta os rubro-negros, menos ele, que sem treinar o time uma vez já foi a campo.

Assim como outros técnicos, Dorival Jr. sofre com o mal de muitos outros. Ele assim como já aconteceu com Adilson Batista, Celso Roth, Cuca e outros é taxado como professor pardal, aquele sem esquemas definidos, mudanças constantes e poucos resultados. É uma pena. Dorival tem grande potencial e ainda pode reverter isso.

Craques de Hoje: Edinson Cavani


O “No Meio da Área” te leva hoje pela vida do super craque, Edinson Cavani.

Cavani ainda no Danubio

Nascido em Salto em 14 de Fevereiro de 1987, Edinson Roberto Cavani Gómez se mudou aos 12 para Montevidéu, onde ingressou nas categorias de base do Danubio. Seu primeiro jogo pelo time, foi em 2006, ele fez parte do elenco que ganharia o Apertura daquele ano. Cavani jogou pouco, mas se destacou. Em 2007 depois da sua campanha e da seleção Uruguai no Sul-americano daquele ano, muitos times ficaram interessados no futebol do jovem atacante. Juventus e Milan eram interessados no futebol de Cavani, mas Maurizio Zamparini saiu na frente e trouxe o uruguaio para o Palermo por 4.475 milhões de Euros.

Cavani no Palermo, time que defendeu por três anos.

Aos 20 anos Cavani estreou no Palermo, em um jogo contra a Fiorentina. Cavani entrou no lugar de Brienza e aos 76 minutos marcou o seu primeiro gol pela equipe do sul da Itália. Na sua segunda temporada, brigou pela titularidade no time rosanero com Fabrizio Miccoli e o ítalo-brasileiro Amauri. Com a saída de Amauri para a Juventus, Cavani e Fabrizio começaram uma bela dupla de ataque, na temporada 2008-09, o uruguaio marcou 14 gols. Na temporada 2009-10, Cavani era uma das peças chave da equipe, levando o time do Palermo até a lutar por um lugar da Liga dos Campeões da Europa, mas ficaram só com a vaga na Liga Europa. Naquele ano, Cavani renovaria com o Palermo até 2014, mas, na outra temporada foi negociado com o Napoli.

Cavani já fez 68 jogos pelo time do Napoli, marcando 49 gols.


Em Julho de 2010, Cavani migrou para Nápoles, onde assinaria com o famoso Napoli que renascia para o futebol Europeu. A negociação beirava os 17 milhões de Euros. Novamente Cavani marcou no seu primeiro jogo, contra o Elfsborg na Liga Europa. O time de Napoli ganharia por 2-0. Já na Serie A, Cavani marcou no seu primeiro jogo também, novamente contra a Fiorentina. O gol foi muito controverso, aos 7 minutos. Replays mostraram que a bola não tinha cruzado a linha do gol por inteiro. Na sua primeira campanha com o Napoli no Calcio, ele foi o destaque marcando 26 gols e dividindo a artilharia com Eto’o e ajudou o time azzurri a chegar na Liga dos Campeões da Europa, depois de 20 anos.

Na temporada 2011-12, Cavani marcou seu primeiro gol na Liga dos Campeões, contra o Manchester City. Dias depois, marcou um hat-trick contra o poderoso Milan. Fez atuações brilhantes em jogos da Liga dos Campeões como a da Serie A. No jogo de volta contra o Manchester City, Cavani marcou os dois gols, classificando o Napoli na segunda posição para a próxima fase da Liga. Marcou um gol contra o Chelsea nas oitavas de finais da Liga dos Campeões, mas, na volta o time perdeu de 4-1, tendo um placar definitivo de 5-4 para o time inglês. Mesmo assim, Cavani fez um grande ano, com 23 gols na Serie A e o título Napolitano na Coppa da Italia, em cima da campeã italiana invicta, Juventus. Ele foi o artilheiro do campeonato com cinco gols.

Pela seleção uruguaia, Cavani fez sua primeira aparição na sub-20, isso em 2006. Em 2007 foi convocado para o Sul-Americano que foi vencido pelo Brasil, ele marcou sete gols em nove jogos e ajudou a Celeste chegar em terceiro lugar, marcando presença no mundial sub-20 daquele ano. Em 2008 fez sua primeira aparição na seleção principal, e no primeiro jogo fez jus a sua fama de matador, e com a camisa principal da Celeste, já marcou gol. Foi contra a Colômbia, o jogo terminou 2-2. Cavani foi a Copa do Mundo de 2010, marcou somente um gol na Copa do Mundo, e foi na disputa do terceiro lugar contra a Alemanha, Cavani fez o primeiro gol que abriu caminho para a virada Celeste.

Hoje Cavani é um dos jogadores mais assediados da Europa, ele renovou com Napoli, mas mesmo assim, não é garantido que ele vá cumprir o contrato até o final (o contrato acaba em 2016), times como Chelsea e Manchester City já fizeram propostas, mas, o presidente Napolitano as rejeitou sem hesitar. Ele só vende Cavani por 76 milhões de Euros, algo em torno de 188 milhões de reais. Cavani mostrou interesse em jogar na Inglaterra, mas isso futuramente, ele gostaria de seguir jogando no Napoli, mesmo com problemas digamos que “típicos” da cidade de Nápoles. Cavani assim como praticamente todos os jogadores do elenco napolitano, já receberam ‘recados’ da Camorra – Máfia Napolitana – e sua mulher, recente mente foi assaltada na cidade, mas nada disso estremeceu o interesse de Cavani em fazer mais algumas temporadas pelo time italiano. É bom ficarmos de olho no futebol do uruguaio, pois certamente é um dos melhores futebolistas da atualidade e tem ainda, muito a mostrar.

Túnel do Tempo: Lev Yashin, o “Aranha Negra”

Lev Ivanovich Yashin nasceu dia 22 de outubro de 1929 em Moscou, e pode ser considerado o maior goleiro da história do futebol.

Começou sua carreira na equipe de hockey de gelo do Dinamo de Moscou, transferindo-se para o futebol em 1949. Sua estréia foi em 1950, durante uma partida amistosa. Yashin jogou mal, e falhou ao defender uma bola chutada pelo goleiro adversário, que resultou em um gol. Jogou ainda naquele ano duas partidas pela equipe titular, mas ficou no banco de reservas durante os três anos seguintes. Em 1953 finalmente assumiu a posição de titular, e de lá nunca mais saiu. Atuou 22 anos interruptos pelo Dinamo, 5 destes invicto. Conquistou os campeonatos soviéticos de 1955, 1957, 1959 e 1963 e três copas da URSS, em 1953, 1967 e 1970.

Pela seleção, foi chamado pela primeira vez em 1954 e foi o goleiro com mais internacionalizações, totalizando 78. Em 1956 conquistou a medalha de ouro nas olimpíadas de Melbourne. Disputou 4 copas do mundo, em 1958, 1962, 1966 e 1970. A Copa do Mundo de 1958 na Suécia foi o principal palco de destaque para Yashin. Em uma partida válida pela fase de grupos contra a seleção brasileira, se destacou ao impedir uma goleada brasileira em cima da seleção soviética. Naquela copa, foi selecionado para a seleção do torneio.

Em 1962, retornando de duas lesões, Levin faz uma péssima copa do mundo e sua habilidade é então contestada por tabloides franceses.
Seu retorno tem começo em 1964, conquistando o prêmio Bola de Ouro, e é firmado na copa de 1966 onde Yashin faz uma participação de classe e leva a seleção soviética à quarta colação no torneio. Ainda participou de sua quarta copa em 1970, como terceiro goleiro e assistente técnico.

Ganhou o apelido “Aranha Negra” graças à seu uniforme sempre preto e suas pernas e braços longilíneos. Mas apesar da grande envergadura, era ágil, flexível e habilidoso. Foi o pioneiro do futebol moderno para goleiros ao descobrir que se antecipando e saindo da pequena área, poderia administrar uma região muito maior do campo.
Yashin teve também um papel marcante na política da União Soviética. Era carismático e membro do partido comunista, sendo mais tarde garoto-propaganda do regime. Em 1968 foi nomeado para a “Ordem de Lenin”, maior condecoração da época, e continuou participando de diversas campanhas pró regime durante sua vida.

moeda da URSS em homenagem à Yashin

Depois de mais de 800 partidas e já com fama internacional, encerrou a carreira em 1971 em partida especial para mais de 100 mil pessoas em Moscow, ao lado de estrelas como Pelé, Beckenbauer e Eusébio. Ocupou por 20 anos diversos cargos no Dinamo, até que em 1986 se viu obrigado a amputar sua perna esquerda após problema circulatório. Dois anos depois foi vítima de um AVC, e em 1991 morreu devido a um câncer no estômago. Em 1994, foi criado pela FIFA em sua homenagem o prêmio FIFA World Cup “Lev Yashin” Award‎.

Sofisticado em sua forma de jogar, cavalheiro com seus adversários e dono de um carisma e talento igualmente grandiosos, Lev Ivanovich Yashin é sem dúvida um dos maiores futebolistas de todos os tempos.

Túnel do Tempo – O Major Galopante

Ferenc Puskas

Ferenc Purczeld Biró, ou Puskas, o “Major Galopante” nascido em Budapeste em 2 de Abril de 1927, o maior jogador da história do futebol Húngaro e um dos melhores do século XX.
Era o líder dos Mágicos Magiares, a seleção Húngara da década de 50, que ficou 4 anos invicta, ganhando medalha de ouro nos jogos Olímpicos de verão de 1952 e vice-campeão da Copa do Mundo de 1954, sendo considerado o melhor time do torneio.

Começou a carreira no Kispest(Hungria) onde permaneceu durante 10 anos (1939 – 1949) profissionalmente fez 177 jogos e marcou 187 gols. Puskas brilhou no seu país durante os anos de 1949 á 1955 pelo Honved, onde jogou 164 jogos e fez 165 gols. Essa incrível marca de gols também refletia na seleção onde teve 85 participações e 84 gols.

Tinha patente de Major, daí seu apelido de Major Galopante. Era o cérebro das equipes em que jogava, além de ter passes precisos e dribles curtos e secos, tinha um poderoso chute de perna esquerda. Quando o comparavam com outros jogadores da sua época, era taxado de gordo e baixo.

Puskas e sua poderosa canhota.

Depois de despertar interesse de Milan e Juventes no fim da década de 50 e sofrer sanção da FIFA, transferiu-se para o Real, trazido pelo seu ex-técnico de Honved, Emil Östreicher. Chegou junto com as criticas, não jogava há um ano e já tinha 31 anos, longe daquilo que ele havia apresentado no Honved e na Hungria. Surpreso com a insistência em sua contratação chegou a dizer para o presidente Santiago Bernabéu “O Senhor me olhou? Estou gordo” o que foi prontamente rebatido “Este não é problema meu, é seu” Puskas estava dezoito quilos acima do peso.Teve uma média de 0,86 gols por jogos (182 jogos e 157 gols), em sua passagem pelo clube.

Proibido de voltar a Hungria, naturalizou-se espanhol. Em 1961 fez sua primeira participação pela seleção espanhola, fez 4 jogos e não marcou nenhum gol. Seleção essa que contava com Alfredo Di Steffano, José Santamaría e Eulogio Martínez todos colegas de Real Madrid e também naturalizados.

Terminou sua carreira nos gramados em 1966 onde partiu para a carreira de treinador. Os clubes quais treinou foram: Hércules(ESP), São Francisco Golden Gate Gales(EUA), Vancouver Royals(CAN), Deportivo Aláves(ESP),Panathinaikos (GRE),Real Murcia(ESP),Colo-Colo(CHI), Arábia-Saudita(Seleção),AEK Atenas(GRE),El-Masry(EGT), Sol da América (PAR), Cerro Poternõ(PAR), South Melbourne(AUS), Hungria(Seleção).

Teve maior notoriedade no Panathinaikos da Grécia, onde levou o time ao vice-campeonato da Copa dos Campeões de 1971, perdendo para o Ajax de Johan Cruijff e campeão grego entre 1971 e 1972.

Puskas e Di Stefano

No ano de 2000 foi diagnosticado com Mal de Alzheimer, fazendo seu amigo Di Steffano e outro ex-colega dos tempos de Real Armancio Amaro, viajar a Budapeste para saber de sua situação financeira e de saúde, seu ex-clube se dispôs  a pagar as despesas de tratamento. Em 2001 o Népstadion, o estádio municipal de Budapeste, passou a se chamar Estádio Puskás Ferenc. A ultima grande homenagem, ainda em vida veio em 2004 quando foi eleito o melhor jogador da Hungria nos 50 anos da UEFA.
Faleceu em 17 de Novembro de 2006, depois de ficar internado por 2 meses, recebeu funeral do estado. Em 2010 foi lançado um musical que destaca os feitos dele e de seus companheiros durante a copa do mundo de 1954, leva o nome de  “A Equipe de Ouro”.

Em 2009 a FIFA criou o prêmio FIFA Ferenc Puskas que premia o gol mais bonito do ano.

Jovens Apostas: Yuri Mamute

Yuri Almeida é o seu nome, Mamute acabou sendo acrescentado depois, nas escolinhas do Grêmio. A escolha pelo apelido é devido à força física, característica pela qual já foi acusado de ser um gato. Desde pequeno no Olímpico existe um consenso: Mamute será um grande jogador, provavelmente um craque. Ele é a maior esperança gremista desde Anderson. Ambos os times gaúchos sempre revelaram grande jogadores, a espera é que a aposta vire realidade, e segundo os profissionais do Olímpico, não restam dúvidas de que isso acontecerá.

O menino foi descoberto pelo Grêmio no projeto Social Futebol Clube, Yuri nasceu no mesmo bairro que Anderson (Manchester United). Desde Anderson, Mamute é tratado como a maior joia da base gremista. Histórias são o que não faltam sobre a jovem promessa gremista que encaminhado ao Olímpico, passou no segundo treino. Para acabar com qualquer possibilidade de saída do garoto, o clube adotou uma medida já tomada em outros casos: começou a pagar um salário e alugou um apartamento para a família de Yuri. Com 12 anos já ganhava seu primeiro salário de R$ 550, hoje com uma multa alta, uma transferência para a Europa é improvável sendo seu futuro no Olímpico.

Renato o promoveu ao plantel profissional, queria saber se as histórias ouvidas sobre o jovem prodígio iriam eram verdadeiras. O vice-presidente de futebol da época, Antonio Vicente Martins contou à Renato uma das mais ilustres histórias. – Ele tem personalidade forte. Teve um jogo com o Novo Hamburgo da base que o Grêmio estava perdendo, aí teve um pênalti para nós e ele foi bater. O goleiro começou a atrapalhar ele. O guri soltou uma patada e fez o gol, foi buscar a bola e disse para o goleiro que, de onde tinha saído aquele, viria outro. Foi lá e fez mais um, virou o jogo – disse Vicente Martins. Chamado por Renato, Yuri estreou pelos profissionais sem fazer gols. Acabou voltando a base gremista onde ainda espera sua nova chance.

A personalidade forte é um dos fatores apontados como determinantes para que Yuri pulasse por algumas etapas. Juntamente à força e a velocidade são as características mais marcantes do menino do Olímpico. Com muito futuro pela frente, existe uma convicção no tricolor: Yuri só não irá virar um grande jogador se não quiser. O garoto que em 2007 tinha uma média de 2,3 gols por partida vai dando seus passos em direção ao futebol profissional. A grande expectativa talvez seja o maior dos adversários, mas o seu talento e personalidade são os trunfos para driblar qualquer dificuldade e finalmente tornar realidade o belo futebol que todos sabem que ele tem.

Especial: Napoli e seu renascimento cinematográfico

Time napolitano de 1988-89.


Na década de 80 tivemos vários ótimos esquadrões, muitos marcaram época. Um deles sem dúvida foi o Napoli, time que dominou e encantou o futebol no final da década graças a combinação Itália, Brasil e Argentina. Mas a história do Napoli começou no dia 1 de Agosto de 1926. Ano o qual os azzurri foram fundados. O Napoli descendia de times da cidade de Nápoles, mas seria o primeiro a despontar de vez. O time sempre alternou campanhas boas e ruins no Campeonato Italiano, tanto que só conseguiria seu primeiro scudetto em 1986-87, título que Maradona e Careca ajudaram a conquistar.

O ítalo-brasileiro, Mazzola, jogou no Napoli de 1965 a 1972.

Mas antes disso, o Napoli tinha ganhado uma Série B da Itália, na temporada 1949-50, e duas Copas da Itália (1961-62, 1975-76). Mesmo com a escassez de títulos, o Napoli sempre contou com grandes jogadores, podemos citar o ítalo-brasileiro José Altafini, o famoso Mazzola, assim como o goleiraço Dino Zoff, Dirceu, Ruud Krol, Zola e Laurent Blanc, além de muitos outros. O fato é que o Napoli sempre foi um dos maiores times da Itália, mas, com certeza ganhou um ‘up’ graças aquele time de Maradona, que levou dois Italianos, uma Copa da UEFA e uma Copa da Itália. Após a saída do craque argentino, o Napoli entraria em outra ‘crise de títulos’ dessa vez, muito mais séria.

Dieguito ficou 7 anos no Napoli. De 84 a 91.

Durante os anos 90 o Napoli teve uma boa safra de jogadores, podemos citar os ‘irmãos Cannavaro’ Fábio e Paolo. O mais famoso deles, Fábio, ganhou a Copa do Mundo com a Itália em 2006, além de levar o prêmio de melhor do mundo. Paolo passou bastante tempo no Parma, mais do que seu irmão, após sair do Napoli. Hoje ainda joga no Napoli, e participou do renascimento do clube. Nos anos 90 o Napoli trouxe jogadores desde Ayala, passando por Jankulovski e indo até o famoso Beto – famoso pelo menos no Brasil.

A segunda passagem de Edmundo pelo calcio, foi no Napoli. Em 2001. Foi um curto período.

Na virada de milênio, o Napoli já não tinha mais tantos colhões para brigar por um título Europeu. O time tinha sempre um elenco razoável, jogadores nada ‘estrelares’ como os outros grandes times italianos tinham. O Napoli chegou a ter o hoje comentarista Caio Ribeiro no seu elenco, mais ou menos nessa época, o jogador hoje na Lazio, Matuzalém, e até Edmundo que dos três, foi o que teve a passagem mais curta. Amauri despontou nessa época pelo time napolitano, além do checo Jankulovski. O time azzurri vivia de campanhas irregulares, riscos de rebaixamento, e problemas financeiros.

Aurelio de Laurentiis foi quem assumiu o time no momento mais crítico da sua história, e o botou novamente entre os maiores da Itália.

Em 2004 o time estava no seu terceiro ano na Serie B italiana, e sua falência, praticamente dada como certa. Mas o renascimento do Napoli tem um nome e um sobrenome, e é Aurelio de Laurentiis. O produtor de cinema assumiu a presidência do clube rebaixando para a série C, e trocou de nome, assim surgiu o Napoli Soccer. Tudo estratégia. Usando o nome genérico, o nome verdadeiro do clube nunca teria passado pelo limbo que é a Série C italiana. O “Napoli Soccer” lotava os estádios da Série C, sua fanática torcida nunca o abandonou. Na temporada 2004-05, o clube ficou fora dos dois que subiam, disputando um playoff e perdendo. Nada de se preocupar, pois o time subiria para a Série B italiana na temporada 2005-06 como campeão. Assim o clube voltava para a segunda divisão com o seu nome verdadeiro, Società Sportiva Calcio Napoli. No primeiro ano, o acesso já foi garantido com o vice-campeonato. Naquele ano, outro gigante subia de divisão, era a Juventus, que tinha sido a campeã dos scudetti dos dois anos anteriores…se não fosse o escândalo de manipulação de resultados que levou-a para a segunda divisão. Mas o assunto é o Napoli, então vamos ao Napoli. Com a volta a principal divisão do futebol italiano, o Napoli aumentou os investimentos. O primeiro grande reforço seria um argentino vindo do San Lorenzo, o mesmo já tinha passado pelo Genoa. Era Ezequiel Lavezzi, que meses atrás acertou com o agora endinheirado PSG. No mesmo ano o jovem eslovaco Marek Hamsík veio para comandar o meio campo do time. O jogador veio do Brescia, e está no Napoli até hoje. É um dos ídolos, craques, e um dos símbolos das campanhas na Serie A desde que o Napoli voltou a mesma. Em 2010 a atual estrela da equipe chegaria, vindo do Palermo o uruguaio Edinson Cavani chegou. E os 17 Milhões gastados pelo time napolitano para tê-lo, certamente valeram a pena. Cavani é ‘o cara’ do time, seus gols e sua qualidade em campo, juntas com Hamsik e Lavezzi ajudaram o Napoli chegar em terceiro na temporada 2010-11 do Campeonato Italiano, a bela campanha garantiu a volta do time a Liga dos Campeões da Europa, depois de vinte anos. Na Liga, o time passou pela a primeira fase em um grupo que tinha o Bayern de Munique, o poderoso Manchester City e o Villarreal. Ficou em segundo. Nas oitavas pegou o Chelsea, time que viria a ser campeão. No San Paolo, o Napoli fez 3-1 contra o Chelsea, e a torcida azzurri fez uma linda festa, cantando um coro no final da partida. Coisa que ocorre sempre que o Napoli ganha em casa. Mas no Stamford Bridge a história foi outra, os Blues fizeram 4-1 e levaram a vaga nas Quartas de Finais e mais para frente, o título. Mas em Nápoles a campanha foi festejada, o time não participava há 20 anos do campeonato, depois de passar pela fase de grupos – em um grupo difícil, aliás – o que viria pela frente era lucro.

“Os três tenores”, Cavani, Hamsik e Lavezzi eram chamados assim quando jogavam juntos, hoje no Napoli, só sobrou Cavani e Hamsik. O argentino foi para a França.


Hoje vemos um novo Napoli do final da última década, vemos um Napoli com potencial, um time que agora pode ousar nas contratações de peso, e assim, brigar por grandes títulos. A perda de Lavezzi foi um grande golpe, mas, o time hoje tem um chileno com um grande potencial, Eduardo Vargas, que veio na última temporada da Universidad de Chile, que pode certamente suprir a vaga do argentino. O Napoli era um gigante adormecido, Aurelio de Laurentiis e uma fanática torcida o acordaram, agora temos de esperar qual rumo o azzurri vai tomar, e tudo indica, que será um rumo de glórias.

@JhonatanakaJoe